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No segundo dia, Congresso ABES 2023 movimenta setor com projetos e ideias inovadoras

Painéis com participação de renomados especialistas realçaram a importância de debates abrangentes sobre água e saneamento no Brasil. O mais importante evento do setor no país aconteceu de 21 a 24 de maio, no Expominas, em Belo Horizonte, capital mineira.

A terça-feira, 23 de maio, segundo dia de programação de painéis temáticos, seguiu intensa e com mais novidades no 32º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental (CBESA), o Congresso da ABES, realizado no Expominas, na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Os avanços em economia circular, os desafios da universalização e como incorporar favelas e outras áreas em contratos de prestação de serviço estiveram em pauta, indicando caminhos e apontando saídas para diversos obstáculos que ainda atrapalham o desenvolvimento do setor no Brasil.

Promovida pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, esta edição do mais importante evento de saneamento ambiental do Brasil teve como tema central “Saneamento ambiental: desafios para a universalização e a sustentabilidade”.

Os painéis foram divididos entre diálogos setoriais, sessões de câmaras temáticas e sessões com quatro eixos: esgoto, resíduos e economia circular, recursos hídricos e meio ambiente, e desenvolvimento operacional e inovação das empresas de saneamento.

O Congresso da ABES é o ponto de encontro do setor e dos sanitaristas do país e aconteceu de 21 a 24 deste mês, envolvendo a comunidade acadêmica, especialistas do setor e organizações parceiras brasileiras de outros países para discutir os temas mais relevantes em engenharia sanitária e ambiental em sua concepção mais ampla, abordando desafios, políticas públicas, soluções e tecnologia.

Cliqiue aqui e confira as imagens do evento

PAINÉIS TEMÁTICOS

Planos de Ação de Emergência conveniados: como organizações podem atuar em conjunto em caso de acidentes ambientais

Câmara Temática da ABES de Meio Ambiente

Os acidentes ambientais representam um grave problema, podendo ocorrer a qualquer momento, mesmo com todos os esforços de prevenção. Suas causas são diversas, desde falhas operacionais até fenômenos naturais amplificados pela ação humana, como os efeitos das mudanças climáticas. Diante desse cenário, é fundamental que haja ações de contingência para reduzir os danos materiais, ambientais e, principalmente, proteger vidas humanas, além de evitar interrupções nos serviços de saneamento básico que comprometem a saúde da população.

No painel “Planos de Ação de Emergência conveniados: como organizações podem atuar em conjunto em caso de acidentes ambientais”, destaque desta terça-feira (23), no Congresso ABES 2023, foram apresentados casos práticos de ações e atuações integradas, sejam elas promovidas pelo poder público, sejam por instituições privadas, que têm demonstrado eficácia na redução dos danos decorrentes de acidentes ambientais. Além disso, debatemos o potencial de implementação dessas práticas em outras áreas da sociedade organizada, visando fortalecer a capacidade de resposta e a resiliência diante de eventos adversos. 

Participaram do painel como palestrantes convidados Joel Goldenfum, diretor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS), Silvia Sato, representante do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais); e do capitão Lucas Pacheco, do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

A discussão abordou não apenas as ações tomadas durante a ocorrência do acidente, mas também as etapas de planejamento, treinamento e capacitação prévios, bem como a coordenação efetiva entre as diferentes instituições envolvidas.

Rafael Volquind, coordenador da Câmara Temática de Meio Ambiente da ABES, comemorou o debate sobre os planos integrados de ações de emergência. “É muito importante nós termos o planejamento desde as primeiras ações até a chegada na eventualidade de um desastre. Esse conhecimento do que fazer e como agir e ter as corporações todas preparadas para eventualidades é fundamental. A temática ambiental ainda é pouco discutida em grandes congressos como este, mas quando pensamos no meio ambiente podemos também pensar em suas consequências para o saneamento. Quando acontece um desastre natural, uma das primeiras coisas que perdemos é o pouco que se tem investido em esgotamento sanitário, se corta o abastecimento de água, fora as vidas perdidas que não sou sequer capaz de comentar… temos que agir cada vez mais para que acidentes não aconteçam e possamos preservar a vida de todo mundo. Mas devemos nos preparar para atender as pessoas e restabelecer os serviços com a maior rapidez possível. Essa é a sementinha que plantamos aqui com desejos e melhorias ao longo do tempo”, avaliou Rafael, que moderou a mesa.

Já o capitão Lucas Pacheco, do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, destacou a extrema importância de discutir assuntos como esse. “No painel de hoje, observamos uma progressão que vai desde estudos científicos no monitoramento até a resposta. Possibilitou-se ao corpo de bombeiros apresentar a sua atuação face a tudo que é estudado e planejado, como foi apresentado pelos outros convidados”, resumiu.

Diálogo Setorial 9: Desafios para a universalização I – Planejamento, metas e indicadores

O processo de universalização dos serviços de saneamento básico é um desafio complexo e demanda um planejamento adequado, considerando as particularidades de cada região e as necessidades das comunidades a serem atendidas. O novo Marco Regulatório estabeleceu metas ambiciosas de universalização, porém, sem levar em conta as significativas diferenças regionais existentes no país. Para garantir o sucesso na busca pela universalização, é essencial um planejamento público robusto, que defina objetivos e metas de forma racional e coerente. Esse planejamento deve considerar não apenas os aspectos técnicos e financeiros, mas também levar em consideração as peculiaridades de cada localidade, como densidade populacional, características socioeconômicas e condições geográficas.

O debate “Diálogo Setorial 9: Desafios para a universalização I – Planejamento, metas e indicadores” abordou os desafios enfrentados pelas entidades responsáveis pela prestação dos serviços de saneamento básico, como a necessidade de investimentos em infraestrutura, a superação de barreiras burocráticas e a busca por parcerias e fontes de financiamento adequadas. Integraram o debate Adauto Santos do Espírito Santo, consultor em Saneamento; Manuelito Pereira Magalhães Junior, diretor-presidente da Sanasa Campinas (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento); Sérgio Murilo Guimarães, representante da Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento), e Wilson Tadeu Lopes da Silva, pesquisador de Desenvolvimento da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Doralice Barros de Almeida, presidente da ABES Seção Goiás, mediou a conversa. “O maior desafio do Marco, da universalização, é  não pensar nas situações como unívocas, mas sim focar em planejamento, em compreender as especificidades de cada setor, compreender a multiplicidade do nosso país e por isso não há uma solução única para todos eles. Precisamos pensar também em planejamento urbano, em políticas públicas, além de compreender a importância do papel da regulamentação para atingir essas metas. Hoje temos figuras e agências que não sabemos direito qual o papel. Precisamos trazer uma realidade mais pragmática para o marco pensando em dar continuidade depois que atingirmos as metas”, avaliou.

Para Adauto Santos do Espírito Santo, é impossível pensar a universalização sem diálogo com os municípios. “Eles são, na verdade, os titulares da prestação de serviço. Quando discutimos o setor percebemos que essas metas são mais  uma forma de disfarçar do que de fato resolver o problema de saneamento no Brasil”, destacou.

Diálogo Setorial 10: Como incorporar favelas, áreas informais e saneamento rural nos contratos

No painel “Diálogo Setorial 10: Como incorporar favelas, áreas informais e saneamento rural nos contratos”, o foco principal foi discutir a forma de inclusão das favelas, áreas informais e saneamento rural nos contratos de abastecimento de água e esgotamento sanitário. O objetivo é enfrentar os desafios de atender a quase 10% da população brasileira que vive em favelas e áreas informais, bem como os 15% que habitam áreas rurais e enfrentam grandes déficits de serviços de saneamento ambiental.

O painel contou com a presença de Patrícia Valéria Vaz Areal, secretária Nacional de Saneamento Ambiental Substituta, Jorge Luiz Sellin, gerente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social); Caroline Soares Brisola, advogada da equipe de Saneamento e Sustentabilidade do Escritório Manesco, Ramires, Peres, Azevedo Marques Sociedade de Advogados, e Wanderson José dos Santos, presidente da Fundação Rio-Águas. A mediação foi feita por Miguel Alvarenga Fernández y Fernández, presidente da ABES Seção Rio de Janeiro.

Na ocasião, foi destacado que o atendimento a esses segmentos da população, que enfrentam grandes desafios em termos de saneamento, não está contemplado nos contratos atuais de abastecimento de água e esgotamento sanitário, nem nos contratos que estão sendo licitados. No entanto, a inclusão dessas áreas nos contratos é fundamental para viabilizar o acesso aos serviços de saneamento.

“Este painel trouxe visões distintas, desde a secretaria de saneamento em áreas rurais do Ministério das Cidades até o BNDES, passando pela Fundação Rio Águas, pegando o case do Rio de Janeiro, que teve uma concessão recente”, apontou Miguel, que enfatiza que o tema vem na pauta do Novo Marco Legal, e é fundamental para alcançar a meta estabelecida. “Se não tivermos atenção adequada pra esse tema a gente não alcança a meta estabelecida, que é chegar em 2033 universalizado em serviços de atendimento de água e esgotamento sanitário”, acrescentou.

O painel teve como objetivo trazer à tona a importância de abordar a questão das favelas, áreas informais e saneamento rural nos contratos de saneamento, a fim de encontrar soluções para garantir o acesso universal aos serviços e enfrentar os déficits existentes. A discussão contou com a participação de especialistas e representantes de diferentes setores, buscando promover o debate e a busca por estratégias efetivas para a incorporação dessas áreas nos contratos de saneamento.

Caroline, uma das palestrantes, acredita que existem muitas propostas em comum  e muita gente capacitada pensando em como levar o saneamento “para essas áreas que geralmente estão negligenciadas”. Para ela, “o caminho é através do fortalecimento dos usuários, da regulação e também da expansão desses serviços”.

Quais são as melhores métricas para mensurar os resultados reais de satisfação de clientes no setor de saneamento?

Câmara Temática da ABES de Prestação de Serviços e Relacionamento com o Cliente

O painel “Quais são as melhores métricas para mensurar os resultados reais de satisfação de clientes no setor de saneamento?”, teve como foco principal discutir a importância de conhecer a satisfação dos clientes em relação aos serviços de saneamento e identificar as melhores métricas para mensurar esses resultados reais de satisfação. O debate reuniu Samanta Tavares de Souza, subsecretária de Recursos Hídricos e Saneamento Básico do Estado de São Paulo, Gustavo Mangueira, superintendente Adjunto das Relações de Consumo da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica); Pedro Freitas, diretor-presidente da Prolagos (Aegea Saneamento), e Amanda Campos Nascimento, coordenadora Técnica de Regulação Operacional e Fiscalização dos Serviços da ARSAE-MG (Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais).

A mediação foi feita por Juliana Almeida Dutra, coordenadora da Câmara Temática da ABES de Prestação de Serviços e Relacionamento com o Cliente. Durante o painel, foram discutidos os efeitos da gestão do relacionamento com clientes nos resultados econômicos e financeiros das empresas de saneamento, assim como a influência da orientação ao cliente nos resultados estratégicos e operacionais da prestação de serviços. Também foram abordados os desafios enfrentados pelas empresas do setor nessa temática, uma vez que a satisfação do cliente é fundamental para determinar o sucesso ou fracasso das empresas e sua atuação em diferentes níveis.

“No geral, nosso painel tratou um pouco de como os indicadores de relacionamento com cliente olhando para a operação e não só para a área comercial como sempre é feito, podem trazer inovações pra satisfação dos clientes na área de saneamento. A gente viu que o saneamento tem muito a percorrer, que a gente precisa ir cada vez mais pra ação”, comentou Juliana.

A discussão teve como objetivo identificar formas eficazes de medir e avaliar a satisfação dos clientes, reconhecendo seu impacto na gestão e no desempenho das empresas de saneamento. Para Amanda, o encontro trouxe visões diferentes, desde o ente público ao privado.

“Conseguimos discutir bastante, deu pra perceber que temos o mesmo objetivo, deu pra inspirar muito no que os outros atores estão fazendo e no que a gente pode melhorar”, avaliou.

Maturidade para a gestão de riscos: sua importância para o saneamento

Câmara Temática da ABES de Governança Corporativa e Jurídica

O painel “Maturidade para a gestão de riscos: sua importância para o saneamento” aconteceu na plenária do 32º Congresso da ABES, no dia 23 de maio. O debate foi promovido pela Câmara Temática de Governança Corporativa e Jurídica da e levantou questões sobre metodologias, implementação e mensuração da gestão de riscos.

Os palestrantes foram Fernando Mauro Nascimento Guedes, diretor-adjunto de Governança, Riscos e Compliance da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Luiz Cláudio de Melo Sales, da Empresa Voyager Soluções Corporativas Inovadoras Ltda., e Vander Oliveira, diretor de Compliance, Riscos e Auditoria da Iguá Saneamento. A moderação foi realizada por Luciano Sousa Diaz, coordenador-adjunto da Câmara Temática da ABES de Governança Corporativa e Jurídica.

O diretor da Sanepar, Fernando Guedes, ressaltou que a discussão permitiu unir metodologia à realidade. “Foi um painel extremamente produtivo, uma troca de ideias e experiência que trouxe metodologias e a maneira mais adequada de implementar a gestão de risco. E nós conseguimos trazer a contribuição de como implantar de fato. Existe um vácuo entre o que o você define com uma metodologia trazida à alta direção da empresa e como colocar isso em prática. É um desafio, por isso eu ressaltei bastante o quão importante é conscientizar as pessoas de que todos precisam estar unidos nesse objetivo pra gente conseguir que a gestão de risco aconteça de fato”, explicou.

Já o moderador Luciano Diaz enfatizou a importância de mensurar os resultados dessa implantação. “Muitas empresas implementaram a gestão de risco, entretanto não sabem de fato o quanto conseguiram atingir o objetivo da implementação. Então, mensurar a maturidade de risco é fundamental para que você possa ter a oportunidade de corrigir rumos. Acho que essa é a grande mensagem do painel”, avaliou.

Desafios para a Logística Reversa de embalagens em geral

Câmara Temática da ABES de Resíduos Sólidos

O painel “Desafios para a Logística Reversa de embalagens em geral” foi destaque, no dia 23 de maio, durante o 32º Congresso da ABES. Organizada pela Câmara Temática de Resíduos Sólidos, a mesa recebeu importantes atores que atuam nessa cadeia e contribuem para as metas de logística reversa.

Participaram do debate Fabricio Soler, advogado-sócio da Felsberg Advogados, Sabrina Andrade, coordenadora-geral da Coordenação-Geral de Resíduos do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Batista de Lima Filho, subsecretário de Saneamento e Serviços Urbanos da Prefeitura de Contagem, e Andersson Nassif, representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCMR). Alice Libânia Santana Dias, membro da Câmara Temática de Resíduos Sólidos da ABES, fez a moderação.

Segundo Alice, os atores da cadeia de logística reversa estavam muito bem representados no painel. A Prefeitura de Contagem trouxe exemplos das dificuldades e avanços na implementação da coleta seletiva, e o movimento dos catadores reforçou por que eles são primordiais na coleta primária do material reciclável. Já o Ministério do Meio Ambiente falou sobre como trabalhar para avançar em relação aos problemas do setor. O advogado Fabrício Soler, por sua vez, colocou a discussão em âmbito global, apresentando o que vem sendo discutido no mundo e os cuidados necessários no processo.

“Foi um debate superqualificado. Os painelistas foram direto ao ponto e trouxeram os desafios reais que a gente tem para o avanço da logística reversa de embalagem em geral. São coisas que a gente precisa resolver para ontem mais a perspectiva de endereçamento de solução para alguns desses entraves. Um balanço do painel é: o que o Brasil precisa fazer para não ver o cumprimento das metas de logística reversa com resíduo importado de outro país”, resumiu Alice Dias.

Andersson Nassif também avaliou positivamente o encontro. Para ele, é essencial mostrar o papel e o valor do catador nessa discussão. “O balanço  é super positivo, ainda mais no sentido de ter a oportunidade, enquanto catador de material reciclado, de colocar o catador no centro da discussão. Como atores principais nessa cadeia de resíduos, acho que é uma oportunidade muito grande para evidenciar os gargalos dessa cadeia e trazer o sentido da valorização desses profissionais”, resumiu.

Transição inovadora e sustentável no tratamento de esgoto via economia circular: cenário atual e perspectiva

Câmara Temática da ABES de Tratamento de Esgotos

O painel “Transição inovadora e sustentável no tratamento de esgoto via economia circular: cenário atual e perspectiva”, conduzido por Henrique Vasquez Féteira do Vale, gerente do Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), teve como palestrantes André Bezerra dos Santos, professor da Universidade Federal do Ceará/ INCT ETEs Sustentáveis; Gustavo Rafael Collere Possetti, gerente de pesquisa e inovação da Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná); Luewton Lemos F. Agostinho, professor da NHL Stenden University of Applied Sciences da Holanda e Carlos Augusto Chernicharo, professor e sócio-diretor do Centro de Referência em ETEs Sustentáveis.

Henrique Vasquez comentou que o painel tratou da abordagem da economia circular nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE). O moderador disse que ter o entendimento de que a ETE não tem o papel de fazer apenas o tratamento, mas também de recuperar o recurso é reconhecer que o esgoto é uma fonte importante de recursos a serem recuperados.

“O painel trouxe quatro convidados cujos conteúdos se complementaram. Tivemos o professor Carlos Chernicharo, que já foi coordenador da equipe de pesquisa ETEs Sustentáveis e hoje trabalha com uma startup nesse processo. O professor André Bezerra, que atualmente coordena as ETEs Sustentáveis INCT. Ambos destacaram a importância de fazer uma pesquisa aplicada de forma colaborativa, aberta, que gere impactos, e ajudem a criar empresas e a responder às demandas da sociedade”, avaliou Henrique.

“Em seguida, tivemos o Gustavo Possetti, gerente de pesquisa e inovação da companhia de saneamento do Paraná, trazendo a aplicação desses conceitos nas ETEs das utilities da Sanepar. Foi interessante como ele deixou claro que o processo de inovação não é linear, não é só inspiração, mas tem transpiração também, e precisa lidar com prazos longos e com os erros. Ele mostrou os resultados que a Sanepar conquistou, mas destacou que são frutos de um trabalho de longo prazo, interagindo com as INCTs. Por fim, tivemos o professor Luewton, da universidade holandesa NHL Stenden University of Applied Sciences, que trouxe uma contribuição valiosa, um olhar externo, lá da Holanda, que hoje é referência em políticas públicas e práticas circulares. Eles possuem um ecossistema de pesquisa, desenvolvimento e inovação no tema, muito bem integrado. E dessa forma, ele conseguiu trazer contribuições e provocações relevantes sobre o estado da arte no assunto. O público se manteve bastante atento e interessado, o que me faz considerar que o painel cumpriu o seu propósito e superou as expectativas”, completou.

Carlos Chernicharo considerou que o painel foi ótimo e as falas foram muito complementares. “No meu caso, apresentamos o modo como nosso trabalho se originou, como foi a criação do Centro de Referência em ETEs Sustentáveis (INCT). A fala do professor André, que me antecedeu, deu um bom panorama das ações e do legado do INCT e o modo como estamos ajudando a aplicar todo esse conhecimento gerado, e que está disponível, mas muitas vezes não chega ao usuário final, que são os prestadores de serviço.  O painel buscou trazer essa questão da inovação como uma necessidade do setor e apontou formas de como podemos aproveitar esses exemplos para corrigir rotas, adaptar e ir em frente na inovação do setor. O debate foi muito produtivo, o público estava presente em peso e bastante interessado e na minha opinião, foi um sucesso. Agradeço à ABES pela oportunidade”, elogiou.

49 Comentários em No segundo dia, Congresso ABES 2023 movimenta setor com projetos e ideias inovadoras

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