A participação da ABES no IWA World Water Congress & Exhibition 2026, realizado em Glasgow, marcou também o início de uma nova etapa de mobilização para a edição de 2030, que será realizada em São Paulo.
O Brasil teve presença expressiva no Congresso deste ano, com mais de 50 profissionais, segundo a International Water Association (IWA). A delegação da ABES participou de espaços de governança da entidade, sessões técnicas e articulações internacionais, além de debates sobre transformação digital, inovação, economia circular e recuperação de recursos.
Um dos principais momentos da agenda foi a apresentação dedicada à edição brasileira de 2030, realizada no estande da IWA pela presidente nacional da ABES, Juliana Almeida Dutra, e pelo ex-presidente Marcel Sanches. A atividade abriu espaço para apresentar São Paulo à comunidade internacional e ampliar o diálogo com profissionais e instituições que poderão participar da construção do Congresso nos próximos anos.
A programação técnica também contou com a participação de Gustavo Rafael Collere Possetti, coordenador nacional da Câmara Temática de Tratamento de Esgotos da ABES e membro da Diretoria da ABES-PR. Possetti, que também atua como Co-Chair Global do IWA Resource Recovery Cluster, participou de debates sobre inovação, recuperação de recursos e economia circular e atuou como Co-Chair da sessão “Transforming Water Futures Through Innovation”.
Em Glasgow, ele também integrou discussões sobre a transformação de estações de tratamento de esgoto em estruturas capazes não apenas de tratar efluentes, mas também de recuperar água, nutrientes, energia e outros recursos. A participação reforçou a presença técnica brasileira em redes internacionais e aproximou a agenda da ABES de temas que vêm ganhando espaço no debate global sobre o futuro do saneamento.
A realização do Congresso de 2030 no Brasil cria uma oportunidade para ampliar a presença do saneamento brasileiro na agenda internacional e, ao mesmo tempo, aproximar o país das experiências, tecnologias e debates desenvolvidos em outras partes do mundo.
Até 2030, a proposta da ABES é ampliar essa mobilização envolvendo Seções Estaduais, Câmaras Temáticas, associados, empresas de saneamento, universidades, centros de pesquisa, órgãos públicos e demais instituições do setor.
Temas como universalização, segurança hídrica, adaptação climática, redução de perdas, reúso, tratamento de esgotos, recuperação de recursos, economia circular, inovação e transformação digital deverão fazer parte dessa trajetória.
Como destacou Juliana Dutra ao final do encontro em Glasgow: “Temos quatro anos para construir não apenas um grande evento, mas uma presença brasileira ainda mais forte na agenda internacional da água.”
Glasgow, portanto, foi também o ponto de partida de uma agenda que seguirá sendo construída até São Paulo 2030.