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Eficiência Operacional no Saneamento: tecnologia, processos e pessoas precisam caminhar juntos

Durante o painel “A tríade Tecnologia, Processos e Pessoas para a melhoria da Eficiência Operacional”, realizado no 11º Seminário Nacional de Gestão de Perdas de Água e Eficiência Energética, da ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, especialistas destacaram que não existe solução mágica para reduzir perdas de água e otimizar a operação no saneamento. O consenso foi claro: tecnologia, processos bem estruturados e pessoas engajadas formam um tripé indissociável para que resultados sejam sustentáveis.

De acordo com Carlos J.T Berenhauser, diretor presidente da Enops Engenharia, e moderador do painel, a mensagem final do painel foi de quebra de paradigma: as pessoas são protagonistas da inovação. O caminho para a universalização do saneamento e a eficiência operacional plena passa por investimentos equilibrados nos três pilares – tecnologia robusta, processos integrados e pessoas preparadas para liderar a transformação.

O papel da tecnologia

Juliana Dutra, Diretora de Projetos da Deep, ressaltou que avanços como modelagem hidráulica, automação, micromedição e redes inteligentes já provaram seu valor técnico. No entanto, o sucesso dessas ferramentas depende da forma como são integradas à cultura e às rotinas das empresas. “Eu sempre tento entender com profundidade o que está sendo proposto. Preciso me convencer de que funciona e, mais importante, convencer os líderes. Quando todos estão alinhados, mergulhamos juntos e aí dá certo”, afirmou.

Marcelo Depexe, coordenador nacional da Câmara Temática de Gestão de Perdas de Água e Eficiência Energética da ABES, reforçou que qualquer tecnologia pode funcionar, mas o desempenho está diretamente ligado à aceitação e ao comprometimento de quem a utiliza. “O resultado depende muito da equipe e de como ela incorpora a ferramenta ao processo. Sem engajamento, até a melhor solução pode falhar”, alertou.

Processos que sustentam resultados

Alexandre Gomes de Souza, da Saneago, destacou a importância de validar soluções antes de grandes investimentos, evitando desperdícios com tecnologias que não agregam valor ou não são utilizadas. “O piloto é essencial para identificar problemas em campo. Mas, uma vez comprovado o benefício, é preciso agir rápido e implementar de forma estruturada para garantir o retorno esperado”, disse.

Casos práticos apresentados no painel mostraram que processos bem desenhados, aliados a sistemas digitais e protocolos padronizados, podem reduzir drasticamente o tempo de resposta a vazamentos, diminuir retrabalhos e aumentar a vida útil dos ativos.

O fator humano como diferencial

Todos os palestrantes, inclusive o moderador, Carlos J.T Berenhauser, concordaram que o maior desafio – e também a maior oportunidade – está nas pessoas. Equipes que entendem o propósito das ações e participam da construção “as soluções apresentam adesão muito maior a novos protocolos e tecnologias. “Sem engajamento interno, a inovação é subutilizada. E sem diálogo com o cliente, os resultados são voláteis”, sintetizou Juliana Dutra.

Dados compartilhados mostram que empresas que investem em comunicação com a comunidade e capacitação socioemocional de seus operadores não só reduzem perdas, mas também diminuem conflitos e aumentam a proteção dos ativos instalados.

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