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BWW 2024: regulação contratual no saneamento deve mitigar riscos para operadores e usuários

Sessão com especialsistas dos Estados Unidos, Chile e Brasil levantou debate sobre as vantagens e desvantagens da transição para regulação contratual, considerada ideal para o momento do país.

A sessão Regulação de saneamento: a transição de regulação discricionária para contratual e a relação com os modelos de prestação de serviços, da Brazil Water Week (BWW) – Semana da Água do Brasil 2024, nesta quarta-feira, 5 de junho, levantou questões importantes sobre os riscos da flexibilidade para os operadores e os usuários do saneamento. 

Os especialistas debateram sob moderação de Luiz Antonio de Oliveira Júnior, coordenador Adjunto da Câmara Temática de Regulação e Tarifa da ABES e superintendente de Fiscalização Econômico-Financeira e Contábil na Arsesp, com base em casos concretos do Brasil e Chile. 

Em sua quarta edição, o mais importante evento internacional de discussão água e saneamento realizado no país é promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES).

A sessão integra o Tema 4 “Regulação, que é coordenado por Luiz Antonio e Marisa Guimarães, também coordenadora-geral do evento.

Ted Kury, diretor de Estudos Energéticos da Public Utility Research Center (PURC) da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, abriu a sessão abordando as vantagens e desvantagens da transição em curso, apontando as oportunidades e os custos que envolvem o novo modelo. Segundo ele, é necessária uma preparação, que envolve entender os objetivos do serviço e como ele é usado, além de uma avaliação de custos e benefícios dos contratos.

Alejandro Bontes, sócio e diretor Executivo da Inecon S.A, exemplificou todo esse processo ao contar sobre a transição no Chile, onde o estado passou de operador a regulador. A partir da reforma nos anos 1990, com a privatização e subconcessão do setor, uma agência reguladora passou a fiscalizar o cumprimento de qualidade dos prestadores. Bontes apresentou os bons resultados do modelo de contrato, como aumento dos índices de tratamento de esgoto coletado e manutenção das tarifas na mesma faixa ao longo das décadas.

Em seguida, Frederico Turolla, sócio-fundador da consultoria Pezco Economics, mostrou por que a regulação discricionária é indicada em ambientes de alta qualidade institucional, já que podem se beneficiar da flexibilidade. Nos de menor qualidade, a regulação contratual permite maior segurança das regras, mitigando riscos muito altos para operador e sociedade. Para Turolla, o marco regulatório do saneamento ajuda neste avanço ao introduzir normas de referência da Agência Nacional das Águas (ANA), com diretivas a serem perseguidas pelas subnacionais.

A BWW 2024 acontece até sexta-feira (7), de forma 100% online, em plataforma digital exclusiva e interativa. O conteúdo da BWW 2024 ficará disponível online por 90 dias para os inscritos. Você ainda pode se inscrever para acompanhar o evento (clique aqui)

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